Entrevista: Chuck Wendig por Anthony Breznican.

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Chuck Wendig é o autor por trás de um dos livros do novo universo expandido da franquia , lançado no dia 4 durante o “Force Friday” , e que gerou uma corrida imensa atrás dos produtos da saga espacial mais famosa da história do cinema. Em “Aftermath” , Wendig conta a história do pós-guerra , eventos que se sucederam depois da batalha em Endor , e que é contada no sexto capítulo dos filmes: O Retorno de Jedi..

Wendig é conhecido por romances como “Blackbirds”.Um thriller sobre uma mulher chamada Miriam Black , e que pode ver como as pessoas vão morrer ,apenas tocando-as.

Durante o papo ele fala sobre como Star Wars mudou sua vida e o seu legado. Conta sobre os futuros projetos com a franquia e sobre o processo criativo de seu trabalho.

E aqui no “Sociedade Jedi” disponibilizamos algumas partes importantes dessa entrevista feita pela “Entertainment Weekly” . A entrevista , na integra , esta disponível no site da mesma.

Entertainment Weekly: Além da história geral de Aftermath, você também fez interlúdios, onde temos vislumbres de contos de outros personagens e outros acontecimentos pela galáxia após o “O Retorno de Jedi”. Como você chegou a essa estrutura?

Chuck Wendig: Um das idéias mais originais que tive em “Aftermath” foi escrever quase como é em uma “Guerra Mundial Z” — o romance, não o filme — você esta olhando o mundo de diversos pontos e lugares do planeta. Então a ideia principal para “Aftermath” foi fazer algo do tipo e olhando por esse aspecto: Qual é o estágio que a galáxia se encontra após os eventos de “Retorno de Jedi?

EW : Por que esse enfoque atraiu você?

Chuck Wendig: Os interlúdios nos dão uma breve noção de como a galáxia esta, não só a partir de diferentes lugares e personagens diferentes – mas também alguns novos e alguns familiares , e a partir do universo de Star Wars – por diferentes ângulos. Com o que eles estão lidando? Quais são seus négocios? Como são e quais são “os olhos” da Nova República agora? O que os caçadores de recompensas estão fazendo? É uma visão do que está acontecendo na galáxia, e numa espécie de apresentação , e que ao mesmo tempo não é bem isso.

EW : Este é apenas o primeiro de uma trilogia que você está escrevendo. Qual é o cronograma para os outros livros?

Chuck Wendig: Eu estou trabalhando no segundo livro agora. Eu não sei exatamente sobre a data de publicação.

EW: Você vai fazer por volta de um por ano ?

Chuck Wendig: Essa é a intenção.

EW: Você se envolveu com a Lucasfilm após ter twittado seu desejo de escrever um livro de Star Wars.Você já tinha em mente essa obra quando você disse: “Eu gostaria de ter esse trabalho”, ou você teve a idéia depois que eles te chamaram ?

Chuck Wendig: Eu não sabia necessariamente qual livro seria.Obviamente eles possuem todo esse vasto repertório de lançamentos que esta saindo agora nesse mês.Isto era o que eles queriam.Nós tínhamos tudo muito bem delineado pelo tempo.Levei cerca de um mês para escrever o primeiro rascunho.

EW: Qual é o processo de como manusear essa história, porque se você está escrevendo algo como “Under the Empyrean Sky” ou você está escrevendo “Blackbirds” , você é o chefe! Você decide, e não há mais ninguém que você tenha que responder por isso. Mas, neste caso, você está brincando com “os brinquedos de outra pessoa”, então qual é esse processo? Será que eles te dão alguma idéia?

Chuck Wendig: Não, eles me deram o contexto para a história que eles queriam, que era, mais uma vez, depois de “O Retorno de Jedi”.Este era o mundo!E eu dei um plano geral dessa história e de como seria ;do qual eles gostaram muito.Dei-lhes um esboço completo com todos os personagens que seriam e tudo que vinha em torno disso.

EW: Houve quaisquer restrições , como, você não pode ter Luke Skywalker, mas você pode ter Han Solo – que é uma das histórias inerentes em Aftermath.

Chuck Wendig:
Há, sim, há uma do Han [história]. Havia definitivamente algumas restrições. Havia coisas que eu tinha escrito que eram como, “temos que deixar isso pra trás agora por várias razões.” O grupo de história (da Lucasfilm) tem este enorme universo entrelaçado – há um jogo para celular chamado “Uprising”; obviamente você tem Battlefront (o game da EA-Dice) , você tem o filme,e claramente; em seguida, os romances e histórias em quadrinhos. Por isso, é sempre tentando equilibrar essas coisas. Então, é como: “Bem, você pode falar sobre esse personagem aqui, porque este personagem esta lá, mas em seguida nós queremos que este personagem seja exclusivo para essa outra coisa, então você não pode mencioná-lo …” Mas para a maior parte, eu tinha algumas restrições bem claras, e após isso pude seguir em frente.

EW: Você foi capaz de trazer algo , tipo como, “Vamos lá, me dê o Han para essa história!”

Chuck Wendig: Sim, havia algumas coisas que eram como, “Ei podemos fazer isso?” Esse “episódio do Han”, na verdade, veio mais tarde no projeto. Era como :”Nós podemos fazer isso agora, temos a luz verde.”

EW: Vamos discutir sua história com a franquia Star Wars. Obviamente isso é algo que você se importa muito , mas por que isso importa tanto para você? Será que era como voltar à sua infância, as figuras de ação, vendo os filmes …?

Chuck Wendig: Oh Deus..sim sim , absolutamente! Quero dizer, Star Wars é fundamental. Minha mãe mesmo , ela que é tão adversa a cultura pop de modo geral ; ela ama Star Wars. Eu vi SW quando eu tinha 4 anos de idade. Minha irmã me levou para ver “Império Contra-Ataca” em um teatro drive-in, que era impressionante. Ela , é claro, com o namorado, e provavelmente não para assistir a um filme como Star Wars. Já eu não, felizmente assisti , e não me liguei no eles estavam fazendo, e em vez disso fiquei focado firmemente apenas no filme.

EW: Você cresceu brincando com os brinquedos?

Chuck Wendig: Houve também essa conversa toda de que “Star Wars” é essa imensa maquina de merchandising . As pessoas esperam que isso seja um pouco refinado. “Oh, os brinquedos … claro, é uma jogada para se ganhar dinheiro”. Mas quando eu era uma criança , e vendo esses filmes , você não podia voltar para casa e ir ver no DVD. Uma semana depois você queria voltar para o cinema e rever novamente . Ou você podia ter esses brinquedos e recriar essas histórias…

EW: Eu acho que quando você é uma criança, é muito difícil criar personagens originais, porque você mal sabe quem você é. Mas quando é dado para você um repertório de personagens , é fácil de fazer as suas próprias histórias com eles. Eles são como um modelo.

Chuck Wendig: Para mim foi uma outra maneira de explorar esse tipo de história. Explorar a ação e a diversão com esses personagens. ‘Star Wars” sempre teve um lugar especial em minha mente e agora se tornou um ciclo completo , porque meu filho de quatro anos esta se tornando um fanático por Star Wars assim como eu me tornei. E eu tipo :”Vamos crescer menininho!”

EW: E ele esta criando suas próprias histórias?

Chuck Wendig: Sim, quando eu estava vindo para cá para esta entrevista, meu filho estava lá dentro brincando com um novo conjunto da Lego (set da sala do trono na “Estrela da Morte”).E ele tinha um dos Ewoks do pack da vila – e de acordo com sua história – ele viajou para o Estrela da Morte .Agora esse Ewok dava um golpe de karate no Palpatine , jogando ele na cova!Ele refez essa cena; não era o Vader que salvava o dia , e sim essa pequena criatura ewok.

Entrevista feita por Anthony Breznican.

Fonte: Entertainment Weekly .